O apoio do Ricardo Araújo Pereira e do restante elenco do Gato Fedorento à causa da despenalização da IVG era conhecido. Sabíamos também que a sua comédia de costumes roçava a crítica social, ou fazia-na abertamente. Mas, nesta campanha, o seu sketch ácido sobre a proposta de Marcelo Rebelo de Sousa para resolver o problema jurídico da IVG escancarou as portas da política portuguesa à intervenção directa do humor televisivo, desmontando em dois minutos brilhantes o que leva horas a explicar em debates.
O real impacto deste momento televisivo na campanha está por calcular, mas serviu pelo menos para pôr a rir a bandeiras despregadas um país inteiro excessivamente emocionado com este tema. Ainda por lá apareceu um jovem Diácono Remédios a impor a censura na sua exigência do “contraditório” e outras polémicas se seguiram. Mas esses são ossos do ofício de um humor lúcido de espírito livre. Diz que a inteligência nos faz sorrir.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
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